Fotovoltaicos, por que utilizá-los?

Publicado por Yasmin Araújo em

O Brasil enfrenta hoje uma grave crise hídrica. Os reservatórios estão com os níveis abaixo do esperado e com bem menos volume hídrico do que o necessário para abastecer a demanda energética dos grandes centros urbanos e tendo em vista que a maior matriz energética brasileira são as usinas hidrelétricas, torna-se necessária a ativação das termoelétricas.

O problema desse cenário, para nós consumidores, é que as termoelétricas geram gastos excessivos, e estes são repassados na conta de luz, pesando o bolso do brasileiro.

Surgem para solucionar essa problemática, ideias de produções energéticas limpas e que aliviem o custo de vida médio de uma família. Entretanto, matrizes energéticas como a eólica, possuem limitações geográficas, considerando-se que não é em todo lugar que ela pode ser produzida, e transmitir essa energia por longas distâncias pode gerar perdas, que não compensariam financeiramente a sua produção. Outra alternativa interessante, seria a energia oriunda de grandes eventos, como no Japão, onde a vibração produzida, no estádio, pela torcida em um jogo de futebol, produz energia elétrica. Todavia, esperar investimentos em tecnologias de ponta para solucionar os problemas financeiros deixa o consumidor de mãos atadas.

Portanto, faz-se necessário uma solução alcançável e acessível ao consumidor. Assim, a energia solar apresenta-se como aliado do brasileiro. Fácil, simples, de rápida instalação e acessível financeiramente. Entenda mais um pouco de como fazer para colocar energia solar em sua residência ou trabalho:

1- Analisar o consumo médio de sua residência:

O primeiro passo para começar seu projeto fotovoltaico e instalar energia solar na sua casa ou empresa é analisar o consumo médio de sua residência, nos últimos 12 meses. Procure na sua conta de luz o seu consumo mensal em kWh, some os valores dos 12 últimos meses e divida esse valor por 12, tendo assim o consumo médio.

2- Dimensionamento das placas:

Partindo do consumo médio, o segundo passo é calcular o tamanho das placas para produzir a quantidade de energia necessária. Para isso, dividimos o valor médio de consumo por 31 (quantidade máxima de dias em um mês) e o resultado dividimos pelas horas de incidência solar direta na placa. O resultado dessa nova conta é a potência desejada em kW/h da placa.

3- Estudo de associação dos painéis:

As placas fotovoltaicas geram eletricidade em corrente contínua, desta forma fornecem energia polarizada, isto é um polo positivo e outro negativo. São comumente fabricadas para tensão nominal de 12 ou 24 Volts, podendo gerar ainda 17 ou 34 Volts, quando ligados no sistema.

a) Se conectarmos um painel a outro em PARALELO – (positivo com positivo e negativo com negativo), a cada painel adicionado, a tensão se mantém e as correntes se somam;

b) Se conectarmos um painel a outro em SÉRIE – (positivo de um painel com o negativo do outro), a cada painel adicionado, a corrente se mantém e as tensões se somam.

4- Planejar a instalação dos painéis solares:

  • O painel deve ser instalado na direção do Norte geográfico, para localidades que estão no hemisfério sul do nosso planeta, como no caso do Brasil.
  • Os painéis devem ficar próximos ao consumo, evitando lugares onde hajam sombreamentos, mesmo que em pequena parcela do dia. É válido evitar lugares de fácil acesso para animais e crianças.

5- Envio do projeto para a concessionária:

O projeto deve ser enviado para as empresas responsáveis por administrar a distribuição de energia para a aprovação, no caso de Minas Gerais, a CEMIG é a concessionária responsável.

6- Instalar e Economizar.

Categorias: Elétrica

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